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A ONIPRESENÇA DE DEUS SEGUNDO O SALMO 139
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A ONIPRESENÇA DE DEUS SEGUNDO SALMO 139

INTRODUÇÃO


Esse é um salmo no qual o poeta ao invocar o Senhor, declara-se inocente de todas as acusações que lhe são feitas (v.19-22). E o que serve de base para tais pedidos é a fé na sabedoria de Deus, sua onisciência, sua grandeza e a certeza de que Deus está em todos os lugares. (Nota. BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA. São Paulo e Barueri:Cultura Cristã e SBB, 1999. p. 716)
Essa capacidade de estar em todos os lugares é chamada de Onipresença. E tal perfeição é descrita no salmo, mais especificamente, dos v. 7 à 12, onde o salmista declara que é inútil fugir ou esconder-se de Deus. (SCHÖKEL, Luiz&Carniti Cecília. Salmos II: salmos 73-150. São Paulo: Paulus, 1998 p. 1581).
É exatamente nessa secção que focaremos nossa atenção.
Inicialmente o autor faz menção de pontos extremos nos quais Deus se encontra. (SCHÖKEL, 1998, p. 1586-1587). V.8 Céus e abismo e V.9 Onde a expressão “Alvorada” quer dizer onde o sol nasce e confins dos mares (Mediterrâneo) onde ele se põe. Isso é uma expressão poética pra dizer que Deus está presente em todos os lugares da terra (Nota. v. 9 BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA, 1999, p. 716).
V.10. O sentido desse versículo não pode ser entendido como se Deus ocupasse todos os espaços. Isso porque Deus não tem dimensões físicas. A presença de Deus em todos os lugares se dá no seguinte aspecto: “Ele está presente em sua majestade e poder, onde as almas necessitadas que a Ele oram estão diante de Seus olhos e recebem do Senhor toda a atenção”. (Nota Je. 23.24. BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA, 1999, p. 886).
Vs.11-12. O autor rechaça qualquer tentativa de se crer que Deus tem limitações em sua visão. A respeito disso, Eliú em Jó 34.21-22 afirma: “Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem e vêem todos os seus passos. Não há trevas nem sombra assaz profunda, onde se escondam os que praticam a iniqüidade”.

IMPLICAÇÕES
A crença na onipresença de Deus, bem como em todas as suas qualidades eternas devem interferir no modo de existir do cristão. Portanto, essa confissão do poder de Deus devem gerar alguns princípios. São eles:

1 - ATENÇÃO: Atente para aquilo que você está fazendo. Tudo o que você faz nas trevas está claro diante dos olhos do Senhor. Toda desculpa que damos aos outro em relação aquilo que fazemos em oculto não são aceitas pelo Senhor. É como o indivíduo que às ocultas acessa sites pornôs e diz para a esposa que estava trabalhando muito. É como aquele que trama o mal contra o próximo e diz que estava apenas “pensando na vida” ou na “vovó” que está doente.
Isso eu chamo de Síndrome de Adão na qual o indivíduo não presta atenção nos atos e sempre dá desculpas pelos seus pecados. Foi isso que Adão fez, pois não atentou para o pecado que haveria de cometer e quando o cometeu, deu desculpas ao Senhor pelo seu delito já consumado. O resultado foi abominação perante o Senhor, maldição impetrada por Deus e enfim, a pior de todas as maldições, a separação de Deus por causa do pecado. (Gn 3.23).
O profeta Isaías fala dessa separação ocasionada pelo pecado. “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” (Isaías 59:2).

2 - CONCENTRAÇÃO: Concentre-se em fazer o que é certo. Quando vier em sua mente e em seu coração a tentação de fazer em oculto aquilo que não procede do Senhor, busque em sua memória textos em que Deus condena essa ou aquela prática e obedeça. Apenas lembrar não resolve o problema. Pelo contrário, isso, nos faz ainda mais pecadores e réus.
Lembrar e principalmente, obedecer, era isso que Eva e Adão deveriam ter feito no momento em que eles estavam a “sós”. Até que se lembraram. Eva diz: “Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais”. (Gênesis 3:3). Entretanto, o mais importante não fizeram que era a obediência.
Seu foco de pensamento e de seu coração deverá ser sempre a vontade do Senhor. Quando vêm os maus desígnios, Deus também providencia livramento da tentação. Deus sabe que no oculto somos tentados, mas também no oculto, Ele, pela Sua graça, providencia meios para nosso livramento. E o que Deus nos concede gratuitamente para vencermos a tentação? Seu Espírito, e sua palavra.

3 - SANTIFICAÇÃO
A fé prática na onisciência de Deus da maneira como foi exposto nos dois tópicos acima culminará numa vida de santidade.
Lembremos que o sentido da palavra santo quer dizer separado por Deus. O Breve Catecismo de Westminster (P.35) afirma: “A santificação é obra da livre graça de Deus pela qual [...] somos habilitados a morrer cada vez mais para os pecados e a viver em retidão.”
Isso quer dizer que em Cristo, por meio de seu Espírito que habita em nós, temos nosso caráter mudado, nossos hábitos pecaminosos substituídos por virtudes cristãs e disposição para fazer aquilo que é reto. (PACKER, J.I Teologia Concisa: Síntese dos Fundamentos históricos da fé cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 1998, p.159(.
Fé prática na onipresença de Deus nos leva então a viver consciente de que Deus tudo vê e tudo sabe e por isso, não há como darmos desculpas a Ele. Portanto, o que nos resta é retribuir o seu amor por nós através de nossa obediência.
Quanto a isso, podemos enfim dizer que devemos viver norteados por aquilo que Deus manda e não por aquilo que queremos ou somos tentados.

4 - ADORAÇÃO
Finalmente, por tudo o que Deus é, e por tudo aquilo que sabemos Dele e por tudo aquilo que Ele ainda a de revelar acerca de si a nós, devemos adorá-lo.
Deus se alegra com a adoração do seu povo, quando ela parte de um espírito quebrantado e de um coração compungido em contrito (Sl 51.17). É esse o tipo de adorador que Deus deseja para si, ou seja, adoradores que o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.24). Que o louvem a partir daquilo que Ele revela a nós.
Portanto, ao vir à casa do Senhor, ao fazer seu momento de devocional, tenha sempre em mente e no coração aquilo que Deus é. Tenha em mente que Ele está presente também nesses momentos; tenha em mente o fato de que Deus está presente em todos os lugares. Tenha no coração a certeza de que Ele ouve a oração do aflito, que recompensa aquele que o busca, e que derrama a sua graça a todos os necessitados e oprimidos.
Portanto, inspirados por essas verdades sejamos impulsionados para adorá-lo, bendizê-lo.

CONCLUSÃO
A onipresença de Deus como todas as suas demais qualidades devem interferir não só na confissão de fé, mas no modo de ser. Que confessemos que Ele está em todos os lugares, mas que essa confissão molde nosso caráter, nosso ser, e promova inspiração para o serviço prestado a Ele. Enfim, que a onipresença de Deus, faça de nós pessoas atentas, concentradas, santificadas e adoradoras de fato.

BIBLIOGRAFIA

BÍBLIA DE ESTUDO DE GENEBRA. São Paulo e Barueri: Cultura Cristã e SBB, 1999.

O BREVE CATECISMO DE WESTMINSTER. São Paulo: Cultura Cristâ, 2001.

PACKER, J. L. Síntese dos fundamentos históricos da fé cristã. São Paulo: Cultura Cristã, 1998.

SCHÖKEL, Luiz Alonso & Carniti, Cecília.  Salmos II: salmos 73-150. São Paulo: Paulus, 1998.

 

 
Fonte: Rev. Carlos Eduardo Pereira de Souza
19/06/2009 - 18:34:34

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